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domingo, 19 de dezembro de 2010

Behaviorismo – Definição e História

    • Idéia Central

A idéia central do behaviorismo é basicamente formulada como a possibilidade de existir uma ciência do comportamento. Dependendo do behaviorista esta visão pode ser diferente, não alterando a premissa de que haja uma ciência do Comportamento.

    • Filosofia da Ciência

Existe um debate em torno do behaviorismo, a ciência do comportamento, ser a própria psicologia ou uma área parte ou independente da psicologia. Contudo, sendo o behaviorismo um conjunto de idéias sobre essa ciência chamada análise do comportamento, e não a propriamente dita ciência, o behaviorismo não é uma ciência, mas a filosofia da ciência. Abordando assim, como filosofia, tópicos sobre por que fazemos o que fazemos e o que devemos e não devemos fazer.

    • História - De Filosofia à Ciência

Todas as ciências tiveram suas origens na filosofia. E a medida que os séculos se sucederam os ramos da filosofia romperam e se especializaram. Assim como a psicologia, que até a década de 40 era raro encontrar um departamento de psicologia. E na última metade do século XIX, tornou-se comum chamar a psicologia de “ciência da mente”. Como método, os psicólogos propuseram a introspecção inicialmente para estudar a mente. Disso duas correntes de pensamento se somaram para corroer esta visão a psicologia objetiva e a comparativa.

    • Psicologia Objetiva

Não a vontade com a introspecção, pois outras ciências utilizavam métodos objetivos que produziam medidas verificáveis e replicáveis em laboratórios do mundo inteiro, outros psicólogos como Gustav Fechner, 1801-1887, desenvolveram outros métodos que pareciam medir a intensidade subjetiva da sensação, desenvolvendo uma escala que se baseava na diferença apenas perceptível, ou seja, a menor diferença física entre duas luzes ou sons que uma pessoa conseguia detectar. Hermann Ebbinghaus, 1850 – 1909, mediu o tempo que ele levava para aprender e reaprender listas de sílabas sem sentido, a fim de produzzir medidas de aprendizagem e memória. I. P Pavlov, 1849 – 1936, desenvolveu um método para o estudo da aprendizagem e associação através da medida de um reflexo simples transferido para novos sinais apresentados n olaboratório. Traziam assim, a perspectiva de que a psicologia poderia transformar-se em uma verdadeira ciência;

    • Psicologia Comparativa

Conforme nasceu a noção de continuidade da espécie, por Darwin, de que mesmo sendo claramente diferentes as espécies também se assemelham à medida que compartilham a mesma história evolutiva, tornaram-se comuns as comparações entre outras espécies e a nossa. George Romanes, levou esse raciocínio a sua conclusão lógica, chegando a defender que nossa própria consciência deve servir de base para nossas conjeturas sobre uma eventual tênue consciência que ocorra em formigas.Este antropomorfismo, ou “humanizar a besta” soou como especulação para alguns. O problema das afirmações sobre consciência animal é que ficava a mercê de vieses individuais, do caráter subjetivo das observações, pondo que a discordância não poderia ser resolvida através de outros experimentos. John B Watson, disse ainda que as inferências sobre as consciências animais eram menos confiáveis do que a introspecção e que nenhuma poderia servir como ciência.

    • Primeira Versão do Behaviorismo

Watson ppublicou o ártico “Psichology as the Behaviorist Wiews It” tomado como manifesto do incipiente behaviorismo e, guiado pela psicologia objetiva, articulou a crescente insatisfação com os métodos anteriores, como a introspecção e a analogia. Dizia ainda que por se emaranhar nesses esforços infrutíferos, causaram a definição de psicologia como ciência da consciência, definição que era responsável pela incapacidade da psicologia se tornar uma verdadeira ciência. Para ele, evitar os termos relacionados à consciência e a mente, deixariam a psicologia livre para estudar o comportamento humano e animal. Essa ciência do comportamento, não usaria termos tradicionais referentes à mente e consciência e evitaria a subjetividade da introspecção e analogias, estudando só o comportamento objetivamente observável. Apesar de algumas divergências entre os behavioristas, todos concordam com a premissa básica de que é possível criar uma ciência natural do comportamento e que a psicologia pode ser esta ciência.

    • Livre Arbítrio Versus Determinismo

O livre arbítrio dizia que a capacidade do indivíduo fazer escolhas supõe algo dentro do indivíduo, juntamente com o ambiente e a hereditariedade, sendo as pessoas livres para escolher suas respostas, enquanto o determinismo pregava a noção de que o comportamento é determinado unicamente pela hereditariedade pelo ambiente.

    • Argumentos Pró e Contra Livre Arbítrio

A crença de que o comportamento é determinado poderia encorajar ditaduras e resumidamente que a negação do livre arbítrio poderia solapar toda a estrutura moral de nossa sociedade. Mas, mesmo a democracia se baseando na escolha, uma escolha não se torna sem sentido ou impossível de acontecer se não houver livre arbítrio. Essa idéia de que desapareceria se não existisse provém de uma noção muito simplista da alternativa ao livre arbítrio. Por isso é necessário que o conhecimento advindo de uma ciência do comportamento esteja a serviço do bom uso, sem a necessidade do abuso.

Estéticamente é atribuído pelos críticos do livre arbítrio que ele é ilógico quando associado a noção de um Deus onipotente. Os defensores, contrapõe que os cientistas não podem prever em detalhes as ações de um indivíduo, podendo ser possível de existir mesmo que seja um mistério. Os behavioristas, respondem que é exatamente sua natureza misteriosa que o torna inaceitável, ao levantar o problema que outras ciências tiveram de superar: Como uma causa não-natural pode levar a eventos naturais? Os behavioristas dão a resposta de outras ciências também: Os eventos naturais provém somente de outros eventos naturais.


Daiana Cristina Rauber - Teorias Comportamentais e Cognitivistas. II Período de Psicologia.

Resumo de Baum (Cap. 1 - p. 21 – 34)

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