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domingo, 19 de dezembro de 2010

Wundt - Pai da Psicologia Experimental

Resumo para Estudo:

Wundt (16 agosto 1832 – 31 agosto 1920) foi considerado o pai da psicologia porque em suas obras (principalmente o livro “Elementos da Psicologia Fisiológica”) e na criação de um laboratório de psicologia, estruturou a psicologia como científica. Porque agora o seu método poderia ser examinado e feito de novo, comprovando os seus estudos. Assim, ficou conhecida como “Nova Psicologia”, caracterizada pelo estudo da consciência, dos fatos conscientes.

Para Wundt, a Psicologia é uma ciência empírica cujo objeto de estudo é a experiência ou consciência mediata ou imediata. Para ele toda experiência pode ser analisada pelo seu conteúdo puramente objetivo (experiência mediata) ou subjetiva (experiência imediata).

Wundt dedicou seus estudos aos fenômenos psicológicos básicos. Principalmente sensações e percepções, que estudou o que era visual, o que era tátil, olfativo e cinestésico (equilíbrio, percepção do próprio corpo, conjunto de sensações como bem ou mal-estar, sentimentos...), mediu sua intensidade e as suas consequências ou dimensões físicas.

Estudou também a atenção, onde dizia que a consciência tinha o foco e o campo. No foco percebemos as coisas com clareza. No campo, há menos luz, é a periferia e então percebemos as coisas com menos intensidade. A atenção é que direciona que o que está na periferia passe para o foco.

· Raízes filosóficas e científicas, que Wundt “uniu” para tornar a psicologia científica com o método experimental. Mas, também usava o método introspectivo em alguns casos.

“Um outro ponto importante a se considerar aqui é a relação entre psicologia e filosofia. De todas as ciências empíricas, Wundt considera que a psicologia é aquela cujos resultados mais contribuem para a investigação dos problemas gerais da teoria do conhecimento e da ética, os dois principais domínios filosóficos para ele. Se a psicologia, portanto, é complementar às ciências naturais, podemos dizer que é preparatória para a filosofia. Em outras palavras, os resultados das investigações psicológicas podem servir de guia para a construção de um sistema filosófico (cf. Wundt, 1889).” Autor desconhecido.


Trabalho Entregue:

Wilhelm Wund, nascido em 16 de agosto de 1832, teve um de seus feitos mais reconhecidos na Psicologia cerca de 30 anos depois, com a publicação do livro “Elementos da Psicologia Fisiológica”, no ano de 1864 e com a criação do primeiro laboratório psicológico em Leipzig, na Alemanha, no ano de 1869.

Suas contribuições para a fundação da Psicologia científica faz com que seja considerado por alguns autores como o pai da Psicologia. Contudo, é importante lembrar que a Psicologia teve seus avanços não só por Wundt, outros pensadores e outros países colaboraram para que efetivamente a Psicologia pudesse ser encarada como uma área de estudo científica.

Atendo-nos agora, para vida e obra de Wundt, o livro acima citado e a criação dos laboratórios, pôde confirmar a Psicologia como ciência. Em sua vida acadêmica, Wundt demonstrou desinteresse nos primeiros anos de escola. Já na universidade, Wundt conduzia pesquisas e experimentos de forma promissora. Em Heidelberg, seu interesse pela ciência aumentou. Formado e após alguns anos, passou a defender a abordagem experimental para questões psicológicas básicas.

Wundt conseguiu classificar e agrupar diversos elementos da vida mental em seus estudos, de forma que edifica a psicologia determinando o objeto, objetivo, seus princípios, problemas e métodos de estudos. A psicologia passa então, a ser o estudo da consciência, dos fatos conscientes. A partir disso, do estudo da consciência através de, principalmente experimentos, a Psicologia, que tem suas origens nas investigações da Filosofia, conta com a referência filosófica, fisiológica e científica, para tornar-se uma ciência autônoma.

Esta é a “Nova Psicologia”. Uma psicologia que exige a criteriosa análise científica para seus experimentos da consciência e é reconhecida como ciência. Processando assim, a experiência consciente imediata, utilizando meios experimentais de laboratório e processos mentais superiores ou imediata, com métodos não-laboratoriais. Na época, devido à dificuldade de diferenciar a consciência mediata e imediata, Wundt distinguiu-as como observação (mediata) e percepção interna (imediata).

Com o grande desafio de estudar os processos mentais através dos métodos experimentais, Wundt uniu métodos científicos, quantitativos, utilizou a observação e a introspecção. Um grande legado de ferramentas para seu trabalho, que proporcionou já na virada do século muitas informações de seu laboratório voltadas à processos básicos como a sensação, percepção e associação.

Em seu laboratório, cada vez mais produtivo e com seguidas revisões e/ou atualizações, foi um local de várias experiências. Em relação às sensações, classificou-as em seus aspectos visuais, olfativo, tátil e cinestésico e mediu-as em intensidade, duração, extensão e variações físicas. E ainda, estudou a atenção, distinguindo a consciência em foco, que seria onde os objetos são percebidos com clareza e distinção; e o campo, que forma a periferia do foco, com menos luz e, portanto, percebidos com menos intensidade, então a atenção traria os fatos da periferia para o foco da consciência.

A Nova Psicologia, que contou com a análise empírica dos fenômenos psicológicos, explorando uma nova compreensão da mente humana, propiciou a consolidação da Psicologia como ciência. De forma que adquiriu com seu método muitos conhecimentos psicológicos, ao mesmo tempo em que incentivou outros estudos na área, justificando assim, sua importância na história da psicologia.


Daiana Cristina Rauber - História da Psicologia. I Período de Psicologia.


Referências

Freire, I. R. Raízes da Psicologia. 10 ed. Petrópolis – RJ: Vozes, 2007.

Goodwin, C. J. História da Psicologia Moderna. São Paulo: Cultrix, 2003.

Um comentário:

Anônimo disse...

oioioioioioi
Obrigado pela informação deu muito jeito.